Denise

Dica de Livro!

Capa do Livro

 

Olá amigos!

Costumam dizer que, no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval … não sei se isso é verdade, mas no caso desse blog parece que sim! Estive um pouco ocupada em Janeiro e não consegui atualizar nada … me desculpem! Mas agora estou voltando com força total.

Começando com a dica de um livro muito legal: Os humanos antes da humanidade. Neste livro, Robert Foley convida a uma viagem no tempo para identificar o longo percurso da humanidade até o Homo sapiens. O objetivo é estudar a evolução humana, mostrando a complexidade de ocorrências e explicando alguns princípios de evolução. Questões derivadas das teorias de Darwin e da ecologia que embasa a evolução são abordadas. O livro apresenta dez capítulos e um apêndice, no qual se define quem é quem entre os humanos anteriores à humanidade, além de um guia para os nomes de hominídeos.

Robert Foley é diretor do Centro de Estudos da Evolução Humana e professor do King´s College, Cambridge, Inglaterra. Também escreveu “Apenas Mais Uma Espécie Única - Padrões da Ecologia Evolutiva Humana”.

Denise

Feliz Natal! Feliz 2008!

 

  

Amigos,

Desejo a todos vocês um Feliz Natal e um excelente Ano Novo, com muitas felicidades, paz, saúde, amor e trabalho!

Acessem meu cartão de Natal: http://www.bioconsciencia.com.br/cartaodenatal/

Até o ano que vem! :-)

 

 

Fonte: http://static.howstuffworks.com

  

Em 2006, os níveis de gás carbônico na atmosfera bateram mais um recorde: a Organização Meteorológica Mundial (OMM) indica que a concentração do gás subiu 0,53% em relação ao ano imediatamente anterior, para 381,2 ppm (partes por milhão). O gás carbônico é o gás que mais contribui para o efeito estufa. Esse índice está 36% acima dos níveis registrados antes da Revolução Industrial, no início do século 18.

Agora, aponta o estudo, a importância relativa do carbono para o aquecimento global também está mais alta. Os números indicam que a nova concentração contribui com 91% do calor total que foi gerado pelos gases de efeito estufa que estão na atmosfera nos últimos cinco anos, contra 87% na década passada.

A OMM também mediu as concentrações de metano e do óxido nitroso, respectivamente, os gases que estão em segundo e terceiro lugares no pódio dos que mais ajudam a aquecer todo o planeta. Enquanto o metano apresentou uma certa estabilidade, o óxido nitroso seguiu o ritmo de alta do gás carbônico. O terceiro gás que mais contribui para o efeito estufa teve um aumento de 0,25% na sua concentração, de 2005 para 2006. A taxa de 320 partes por bilhão é 19 vezes maior do que a taxa pré-Revolução Industrial. A concentração do metano foi de 1.782 partes por bilhão.

Fonte: Folha de São Paulo, Caderno Ciência, 24/11/2007.

Denise

Placebo = Remédio ???

Imagem: www.duplipensar.net

O que é placebo? Segundo o dicionário Houaiss, é uma “preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações de natureza psicológica”. O paciente, sem saber disso, acredita estar recebendo um remédio verdadeiro.

Mas se o placebo é inerte, porque alguns pacientes melhoram apenas com esse tratamento? Acredita-se que o efeito psicológico tem uma base biológica, através da liberação de endorfinas durante o tratamento com placebo.

Um artigo de T Wager et al., publicado na PNAS este ano, avaliou o efeito do placebo no cérebro de voluntários que acreditaram estar recebendo um analgésico. Após ingerir o comprimido, as mãos desses pacientes eram colocadas sobre uma superfície quente, produzindo dor. Durante o experimento, os voluntários faziam tomografias com um aparelho de emissão de pósitrons, conhecido como PET, usando um marcador para a localização das encefalinas. Então, os cientistas conseguiram detectar as áreas ativadas e inativadas durante o estudo.

Os pesquisadores constataram que nos voluntários que receberam placebo, uma série de zonas ligadas à percepção da dor foram ativadas. Ou seja: a expectativa do controle da dor libera uma quantidade de endorfinas, e como estas tem um poder analgésico importante, a pessoa sofre menos.

Wager TD et al. Placebo effects on human m-opioid activity during pain. PNAS 104(26) 11056-11061 (2007).

 

Fonte: http://www.agenciaginga.com.br/

  

O Brasil ficou em oitavo lugar na lista dos países que mais lutam contra as mudanças climáticas, entre as 56 nações mais poluentes do planeta, segundo um índice elaborado pela ONG Germanwatch e que é liderado pela Suécia. O estudo também destaca os esforços do México e da Argentina, mas mostra um alerta em relação à Austrália, Estados Unidos e Arábia Saudita.

O Índice de Performance sobre Mudança Climática 2008 avalia os esforços dos principais países emissores de CO2, e foi elaborado pela Germanwatch por ocasião da 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Bali (Indonésia).

Entre as 20 primeiras colocações, além do Brasil, estão México (4º lugar) - atrás somente de Suécia, Alemanha e Islândia - e a Argentina (10º lugar). Também fazem parte da lista 12 dos 27 países da União Européia (UE), entre eles Reino Unido (7º), França (18º), Hungria (6º) e Malta (14º).

Os 56 países analisados pelo índice são responsáveis por 90% das emissões de CO2 lançadas à atmosfera. Entre os dez países mais poluentes e que fazem menos esforços destacam-se Rússia (50º), Canadá (53º), Austrália (54º), EUA (55º) e Arábia Saudita (56º).

O objetivo do índice, publicado pela Germanwatch desde 2006, é aumentar a pressão sobre os países industrializados que mais contribuem para o aquecimento global, entre eles EUA, com 21,44% das emissões de CO2; China (18,8%), Rússia (5,69%), Japão (4,47%), Índia (4,23%) e Alemanha (3%).

Fonte: UOL

Denise

Dica de Livro

Capa do Livro - www.artmed.com.br

O avanço da medicina e da genética podem trazer melhorias para o tratamento das doenças mentais. Ainda estigmatizadas e muitas vezes incompreendidas, essas doenças ainda não tem uma pílula mágica que traga a cura.

Neste livro, Nancy Andreasen explica que o objetivo é sermos capazes de combater a esquizofrenia ou a demência de forma tão eficaz quanto combatemos doenças infecciosas. É a descoberta do “Admirável Mundo Novo”, no qual a doença mental se torne pouco freqüente e seja tratada com facilidade. A autora discute as doenças mentais desde os aspectos econômicos e sociais, ao funcionamento dos genes e do DNA. O livro é recheado de relatos de pacientes que possuem essas doenças, além de detalhes técnicos sobre neurociência e genética molecular. Nos capítulos, debate quatro doenças principais: esquizofrenia, demências, transtornos do humor e transtornos de ansiedade, abordando as causas, o que acontece com o paciente e como são tratados esses transtornos.

O livro oferece o estado-da-arte da ciência nessa área, mostrando o que já dominamos a respeito da neurociência e do genoma, e como essas ciências estão sendo utilizadas no estudo das doenças mentais.

Denise

Ainda sobre as células-tronco

revista rimed

Mayana Zatz é uma grande cientista, e confesso, a motivadora para que me tornasse bióloga. Numa rápida conversa em 1998, quando eu ainda estava no cursinho, ela me mostrou o quão bonita era a profissão. Respeito muito seu trabalho, seu conhecimento, e obviamente, suas opiniões, e até por isso seu blog está aí ao lado, na lista de Links que eu indico.

Pois no site da Veja.com, na sexta-feira (23/11), a geneticista deu sua opinião sobre a pesquisa recente envolvendo células da pele. Em linhas gerais, a pesquisadora diz que essas células transformadas não substituem as células-tronco embrionárias.

Para ler na íntegra, clique aqui.

Denise

Sobre as células-tronco

 

cienciaviva.org

Dois grupos de pesquisa, um do Japão (Takahashi et al.) e um dos Estados Unidos (Yu et al.), conseguiram fazer com que células da pele de seres humanos regredissem no seu estágio de maturação e passassem a funcionar como células-tronco embrionárias. Os trabalhos foram publicados nas revistas Cell e Science. Assim, elas puderam se diferenciar novamente em outros tipos celulares. E qual a vantagem dessa nova técnica? É possível que, no futuro, essas novas células-tronco possam substituir as embrionárias, que geram tanta polêmica em todo o mundo.  

Hoje, as células-tronco emrionárias são as mais utilizadas, porque podem se diferenciar em qualquer tipo de célula do organismo, e assim possuem um alto potencial terapêutico. Hoje já existem várias pesquisas com doenças degenerativas, como o diabetes tipo 1, esclerose múltipla e mal de Parkinson. Mas sua obtenção depende de embriões que não foram utilizados, e por isso gera muita resistência, tanto da comunidade científica quanto de grupos religiosos.

Esses cientistas utilizaram células da pele e as “reprogramaram”, fazendo com que elas se tornassem células-tronco semelhantes às embrionárias. Assim, elas passaram a funcionar de forma semelhante, e chegaram a se diferenciar em células cardíacas e neuronais. Isso já tinha sido conseguido com células de camundongo, pela equipe japonesa, no ano passado, e desde então, cientistas do mundo todo tentaram repetir os resultados em humanos, porém sem sucesso. 

E como foi que eles conseguiram? Quando um organismo está se desenvolvendo, existem quatro genes específicos ativos, fazendo com que as células embrionárias se diferenciem nos diferentes tipos celulares que formam nosso corpo. Quando finalmente elas atingem esse objetivo, esses genes são desativados. Assim, os cientistas introduziram esses genes em células da pele, utilizando retrovírus. Os dois grupos usaram grupos de genes diferentes, o que torna o resultado mais interessante.

Para entender um pouco mais, você pode ver esse post aqui.

Takahashi et al., Induction of Pluripotent Stem Cells from Adult Human Fibroblasts by Defined Factors. Cell (2007).

Yu et al., Induced Pluripotent Stem Cells Lines Derived from Human Somatic Cells. Science (2007).

Denise

Dia de Mobilização contra a Dengue

 

mosquito da dengue

 Hoje (24/11) é o Dia D de Mobilização Nacional de Combate à Dengue, e vários estados fizeram programações diferentes para alertar a população. Se você ainda não leu sobre a dengue no Brasil, clique aqui 

No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu as ações.

Em Belo Horizonte, um grupo de atores-mirins apresentou a peça de teatro “Em busca da água parada e do lixo”. O objetivo foi alertar a população sobre as ações para manter o mosquito da dengue longe de casa. Também aconteceu uma caminhada com os moradores e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde. Ao longo do percurso, foram distribuídos saquinhos de areia e folhetos com dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Em Santa Catarina, as ações se concentraram no interior, com distribuição de panfletos em Joaçaba e Criciúma. Os técnicos  também distribuíram calendários com dicas para a população em cada mês do ano.

Denise

Regeneração da Mata Atlântica

Fonte: midia.brasilviagem.com

A Mata Atlântica vem sendo devastada desde o descobrimento do Brasil, há mais de 500 anos. Infelizmente, 92% da floresta já sumiu; porém, parece que, enfim, a tão devastada Mata está conseguindo se regenerar.  

Caso você não saiba, a Mata Atlântica é um hotspot. Isso significa que é um local com espécies que só existem lá e que está muito ameaçada, com menos de 25% da cobertura original inteira. Ou seja, é uma área com prioridade de preservação, já que o planeta pode perder um monte de biodiversidade com sua destruição. Atualmente existem 25 hotspots no mundo, e de todos eles, a Mata Atlântica parece ser a primeira a dar sinais de reação. E que sinais são esses? 

Primeiro, parece que a devastação diminuiu. Fotos aéreas e de satélite mostram que o ritmo da derrubada caiu para um nível aceitável. Segundo, parece que a sociedade civil se organizou e está prestando mais atenção à Floresta. Hoje existem aproximadamente 170 ONGs atuando na região, com destaque para a SOS Mata Atlântica e a Associação Mico-Leão-Dourado. Além disso, as novas políticas públicas têm sido acertadas. Um exemplo importante e inteligente é o projeto federal de criar corredores ecológicos: regiões reflorestadas ligando um pedaço a outro da Mata. Esses corredores permitem a passagem de animais e evitam que eles fiquem ilhados entre os locais devastados, condenados a cruzar apenas com parentes próximos e a gerar descendentes geneticamente frágeis. O reflorestamento dos corredores pode servir de exemplo para que outras regiões degradadas sejam recuperadas.

Uma das lições brasileiras é a idéia de envolver a população local nos projetos. Muitas ONGs em outros países botam dinheiro nos projetos ambientais e acabam atraindo gente para o local. O resultado disso é o aumento da migração e, conseqüentemente, a pressão ambiental. Ou seja, os projetos ambientais, no final, acabam promovendo a derrubada de florestas.

Só como curiosidade, vou listar os 25 hotspots (você pode ver um mapa clicando aqui): Mata Atlântica, Sundaland (Indonésia), Mediterrâneo, Madagáscar e Ilhas do Índico, Indo-Birmânia, Caribe, Andes Tropicais, Filipinas, Província Florística do Cabo (África do Sul), Mesoamérica, Cerrado Brasileiro, Sudoeste da Austrália, Montanhas do Centro-Sul da China, Polinésia e Micronésia, Nova Caledônia, Chocó-Darién e Equador Ocidental, Florestas da Guiné e África Ocidental, Ghats Ocidentais (Índia) e Sri Lanka, Província Florística da Califórnia, Karoo (África do Sul), Nova Zelândia, Chile Central, Cáucaso, Wallacea (Indonésia), Montanhas do Arco Oriental e Florestas Costeiras (Tanzânia).

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