Denise Amazonas

Um outro tipo de terrorismo

Nos últimos anos, o número de grupos que utilizam protestos violentos (como colocar bombas em redes de fast food e incendiar laboratórios) em defesa de causas ecológicas tem aumentado. Só no Reino Unido são mais de 3 mil organizações, das quais a principal é a ALF (Animal Liberation Front). O medo fez com que o comércio de peles diminuísse e a utilização de animais em experimentos conduzidos por universidades é extremamente criterioso. Nos EUA, o efeito desse chamado “terrorismo” foi fazer com que o Congresso estudasse novas leis para enquadras esses crimes como delitos federais.
O primeiro ataque da ALF foi em 1973, e desde então contabilizam mais de mil ações. Utiliza figuras muito interessantes (homens com capuz carregando bichinhos) e tem posições bastante definidas e radicais, como a campanha “Comer carne é um assassinato”. Nem preciso dizer que os membros dessa organização são vegetarianos…
Um outro grupo importante é o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), do qual faz parte a vocalista da banda The Pretenders, Chrissie Hynde. A atual campanha, “Ajude a China a acabar com a morte de cachorros” diz respeito à campanha contra a raiva nesse país. O governo chinês decidiu recolher os cachorros nas ruas e matar, simplesmente assim. Em 2003, a organização fez uma campanha polêmica nos EUA: “Holocausto no seu prato”, com cartazes de animais destroçados como se estivessem em campos de concentração.
Uma terceira organização é a ELF (Earth Liberation Front), que defende a fauna e flora. O FBI classicou essa organização como um dos maiores grupos terroristas do país, já que o objetivo é causar danos materiais aos que promovem a destruição do meio ambiente. Eles tem até uma cartilha de “o que fazer se um agente do FBI bater na sua porta” (!!!). O Greenpeace também está na mira do FBI, devido a invasão de usinas nucleares, navios em alto-mar e suas campanhas radicais.
A discussão, quem é e quem não é terrorista, vai longe. O importante é olhar essas organizações com outros olhos. Estamos num momento muito delicado da nossa vida como humanos. É preciso que olhemos ao redor e percebamos que, em alguns anos, tudo vai mudar, e é possível que nossa vida não seja mais possível quando percebermos isso. A violência e radicalismo dessas organizações são uma forma de serem notadas, e certamente não têm a intenção de causar medo, e sim fazer com que as pessoas raciocinem o porquê das ações.
Muitas pessoas estão felizes com os dias de “verão” em pleno inverno aqui no Brasil, mas na verdade isso é motivo de preocupação: estamos tendo dias quentes no inverno, imagina no verão? Essa alteração climática é motivada por um aumento de quase um grau centígrado na temperatura do planeta, e isso é culpa nossa.
Precisamos nos conscientizar, e fazer alguma coisa pra mudar.

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