Archive for March, 2008

Imagem: www.boasaude.uol.com.br
O dia 24/03 foi escolhido, em 1982, pela OMS e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares como o “Dia Mundial de Combate à Tuberculose”. A data é uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença por Robert Koch, em 24 de março de 1882.Na época, a tuberculose matava grande parte da população mundial, e a descoberta do bacilo foi muito importante para o controle da doença. Hoje, a tuberculose mata mais que qualquer outra infecção curável. Diariamente, mais de 20 mil pessoas adoecem e 5 mil morrem vitimadas pelo mal. Os países em desenvolvimento registram 95% dos casos e 98% das mortes pela doença. Atualmente, segundo a OMS, um terço da população mundial está infectada com o bacilo de Koch sem, contudo, desenvolver a doença.

No Brasil o problema é muito sério. O país é o 16º (de 22) com maior número de casos. A taxa de cura (77%) é considerada baixa, se compararmos com a Índia (85%), o Congo (85%) e a China (94%). Por isso, desde 2003, o governo tornou o enfrentamento à tuberculose uma das prioridades do Ministério da Saúde.

As lesões podem aparecer em qualquer parte do organismo humano, mas a mais frequente é a tuberculose pulmonar. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa e não por insetos, utensílios, transfusão de sangue ou água. Quando um paciente infectado tosse, espirra ou mesmo fala, os bacilos são lançados no ar, onde permanecem em suspensão, podendo atingir outras pessoas ao entrar nos pulmões pela respiração. Cada paciente pulmonar, se não tratado, pode infectar em média dez a 15 pessoas por ano.Quando o tratamento é realizado adequadamente, a taxa de cura beira os 95%. Porém, um dos principais problemas que enfrentamos é o abandono do tratamento, que é muito longo - 6 meses. Assim que o paciente começa a melhorar, pára de procurar o posto de saúde para retirar o remédio, e acaba ficando doente de novo, desta vez com o bacilo mais resistente. A doença também manifesta-se de maneira oportunista em 15% dos portadores do HIV.
Fonte: Uol
Denise

Dengue no Rio

 

Imagem: http://www.metropolionline.com.br/

 

Em postagens anteriores, já falei sobre a dengue (veja aqui e aqui). Agora, as últimas notícias falam na epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Já são 47 mortes por dengue no Estado. Por isso, acho que vale a pena retomar o assunto, rever os sintomas e como prevenir.

A doença é transmitida pelo Aedes aegypti. No verão, aumenta a proliferação desse mosquito, porque aumenta o número de objetos que acumulam água da chuva, como garrafas, pneus, vasos, latas. Esses lugares são chamados de criadouros. Então, a prevenção está nas mãos da própria população: vasculhe o seu terreno e elimine os possíveis criadouros. Lembre-se também que caixas d’água destampadas também são um convite aos mosquitos. Informe seus vizinhos, para que também procurem em seus terrenos e casas. Outra dica é usar um bom repelente.

A doença se manifesta de 3 a 15 dias após a picada. Na dengue clássica, a pessoa apresenta febre alta, dor de cabeça e no fundo dos olhos, dor muscular, náuseas, cansaço, e podem aparecer manchas na pele. A pessoa pode apresentar sangramentos em locais como a gengiva e o nariz. Na dengue hemorrágica, a pessoa apresenta os mesmos sintomas, mas com maior intensidade. É peciso estar atento, porque há risco de morte.

Não há tratamento específico para a dengue, porém os pacientes recebem medicação para aliviar os sintomas. É importante procurar o hospital porque nem todos os remédios podem ser tomados - os que contém ácido acetilsalicílico podem causar hemorragias. Só o médico pode determinar que remédio o paciente deve tomar.

A dengue não é fatal se o paciente tiver o tratamento adequado a tempo. Por isso, se você suspeitar da doença, procure logo um médico, e não faça automedicação.