Archive for November, 2007

Denise

Ainda sobre as células-tronco

revista rimed

Mayana Zatz é uma grande cientista, e confesso, a motivadora para que me tornasse bióloga. Numa rápida conversa em 1998, quando eu ainda estava no cursinho, ela me mostrou o quão bonita era a profissão. Respeito muito seu trabalho, seu conhecimento, e obviamente, suas opiniões, e até por isso seu blog está aí ao lado, na lista de Links que eu indico.

Pois no site da Veja.com, na sexta-feira (23/11), a geneticista deu sua opinião sobre a pesquisa recente envolvendo células da pele. Em linhas gerais, a pesquisadora diz que essas células transformadas não substituem as células-tronco embrionárias.

Para ler na íntegra, clique aqui.

Denise

Sobre as células-tronco

 

cienciaviva.org

Dois grupos de pesquisa, um do Japão (Takahashi et al.) e um dos Estados Unidos (Yu et al.), conseguiram fazer com que células da pele de seres humanos regredissem no seu estágio de maturação e passassem a funcionar como células-tronco embrionárias. Os trabalhos foram publicados nas revistas Cell e Science. Assim, elas puderam se diferenciar novamente em outros tipos celulares. E qual a vantagem dessa nova técnica? É possível que, no futuro, essas novas células-tronco possam substituir as embrionárias, que geram tanta polêmica em todo o mundo.  

Hoje, as células-tronco emrionárias são as mais utilizadas, porque podem se diferenciar em qualquer tipo de célula do organismo, e assim possuem um alto potencial terapêutico. Hoje já existem várias pesquisas com doenças degenerativas, como o diabetes tipo 1, esclerose múltipla e mal de Parkinson. Mas sua obtenção depende de embriões que não foram utilizados, e por isso gera muita resistência, tanto da comunidade científica quanto de grupos religiosos.

Esses cientistas utilizaram células da pele e as “reprogramaram”, fazendo com que elas se tornassem células-tronco semelhantes às embrionárias. Assim, elas passaram a funcionar de forma semelhante, e chegaram a se diferenciar em células cardíacas e neuronais. Isso já tinha sido conseguido com células de camundongo, pela equipe japonesa, no ano passado, e desde então, cientistas do mundo todo tentaram repetir os resultados em humanos, porém sem sucesso. 

E como foi que eles conseguiram? Quando um organismo está se desenvolvendo, existem quatro genes específicos ativos, fazendo com que as células embrionárias se diferenciem nos diferentes tipos celulares que formam nosso corpo. Quando finalmente elas atingem esse objetivo, esses genes são desativados. Assim, os cientistas introduziram esses genes em células da pele, utilizando retrovírus. Os dois grupos usaram grupos de genes diferentes, o que torna o resultado mais interessante.

Para entender um pouco mais, você pode ver esse post aqui.

Takahashi et al., Induction of Pluripotent Stem Cells from Adult Human Fibroblasts by Defined Factors. Cell (2007).

Yu et al., Induced Pluripotent Stem Cells Lines Derived from Human Somatic Cells. Science (2007).

Denise

Dia de Mobilização contra a Dengue

 

mosquito da dengue

 Hoje (24/11) é o Dia D de Mobilização Nacional de Combate à Dengue, e vários estados fizeram programações diferentes para alertar a população. Se você ainda não leu sobre a dengue no Brasil, clique aqui 

No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu as ações.

Em Belo Horizonte, um grupo de atores-mirins apresentou a peça de teatro “Em busca da água parada e do lixo”. O objetivo foi alertar a população sobre as ações para manter o mosquito da dengue longe de casa. Também aconteceu uma caminhada com os moradores e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde. Ao longo do percurso, foram distribuídos saquinhos de areia e folhetos com dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Em Santa Catarina, as ações se concentraram no interior, com distribuição de panfletos em Joaçaba e Criciúma. Os técnicos  também distribuíram calendários com dicas para a população em cada mês do ano.

Denise

Regeneração da Mata Atlântica

Fonte: midia.brasilviagem.com

A Mata Atlântica vem sendo devastada desde o descobrimento do Brasil, há mais de 500 anos. Infelizmente, 92% da floresta já sumiu; porém, parece que, enfim, a tão devastada Mata está conseguindo se regenerar.  

Caso você não saiba, a Mata Atlântica é um hotspot. Isso significa que é um local com espécies que só existem lá e que está muito ameaçada, com menos de 25% da cobertura original inteira. Ou seja, é uma área com prioridade de preservação, já que o planeta pode perder um monte de biodiversidade com sua destruição. Atualmente existem 25 hotspots no mundo, e de todos eles, a Mata Atlântica parece ser a primeira a dar sinais de reação. E que sinais são esses? 

Primeiro, parece que a devastação diminuiu. Fotos aéreas e de satélite mostram que o ritmo da derrubada caiu para um nível aceitável. Segundo, parece que a sociedade civil se organizou e está prestando mais atenção à Floresta. Hoje existem aproximadamente 170 ONGs atuando na região, com destaque para a SOS Mata Atlântica e a Associação Mico-Leão-Dourado. Além disso, as novas políticas públicas têm sido acertadas. Um exemplo importante e inteligente é o projeto federal de criar corredores ecológicos: regiões reflorestadas ligando um pedaço a outro da Mata. Esses corredores permitem a passagem de animais e evitam que eles fiquem ilhados entre os locais devastados, condenados a cruzar apenas com parentes próximos e a gerar descendentes geneticamente frágeis. O reflorestamento dos corredores pode servir de exemplo para que outras regiões degradadas sejam recuperadas.

Uma das lições brasileiras é a idéia de envolver a população local nos projetos. Muitas ONGs em outros países botam dinheiro nos projetos ambientais e acabam atraindo gente para o local. O resultado disso é o aumento da migração e, conseqüentemente, a pressão ambiental. Ou seja, os projetos ambientais, no final, acabam promovendo a derrubada de florestas.

Só como curiosidade, vou listar os 25 hotspots (você pode ver um mapa clicando aqui): Mata Atlântica, Sundaland (Indonésia), Mediterrâneo, Madagáscar e Ilhas do Índico, Indo-Birmânia, Caribe, Andes Tropicais, Filipinas, Província Florística do Cabo (África do Sul), Mesoamérica, Cerrado Brasileiro, Sudoeste da Austrália, Montanhas do Centro-Sul da China, Polinésia e Micronésia, Nova Caledônia, Chocó-Darién e Equador Ocidental, Florestas da Guiné e África Ocidental, Ghats Ocidentais (Índia) e Sri Lanka, Província Florística da Califórnia, Karoo (África do Sul), Nova Zelândia, Chile Central, Cáucaso, Wallacea (Indonésia), Montanhas do Arco Oriental e Florestas Costeiras (Tanzânia).

 

Fonte: Sercomtelcelular.com.br

  

Hoje em dia, quase todo mundo tem celular. Esses aparelhinhos servem não apenas para falar, mas também para enviar mensagens, tirar fotos, jogar e ouvir músicas - em alguns países eles vem com GPS e podem ser usados para ler e-books ou usar remotamente um computador qualquer.

O que você faz quando seu celular estraga? Às vezes, sai mais barato comprar outro que consertar o velho. E o que acontece com o aparelho antigo? A maioria das pessoas simplesmente joga fora. No Brasil, só de baterias para celular, pelo menos 11 toneladas são jogadas no lixo comum.

Apenas 1% das baterias vai pra reciclagem, já que existem pouquíssimos postos de coleta. O problema de ir parar no lixo comum é a contaminação por metais pesados. Quando em contato com o solo, essas baterias poluem os lençóis freáticos, cuja água contaminada pode ser usada na irrigação de lavouras e, assim, ser ingerida por quem come os vegetais.

A composição química das baterias varia muito. A mais nociva é a feita de niquel e cádmio (Ni-Cd), pois são metais tóxicos, que têm efeito cumulativo e podem provocar câncer. Por isso, a produção e comercialização dessas baterias foram restringidas. Agora, a maior parte das baterias de celular não é tóxica - como as feitas de lítio.

Quando recicladas, as baterias Ni-Cd são trituradas e aquecidas em forno a 900ºC. O cádmio é recuperado na forma de vapor e aproveitado na confecção de novas baterias de celular. Já o níquel é usado na produção de aço inoxidável.

Você pode encontrar mais informações nesse site, que eu achei muito legal: Educacional

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