Archive for the 'Ciência' Category

Denise

Chá Verde

 

Imagem: http://lucasouzaglamour.files.wordpress.com

  

Aqui em casa, minha mãe e minha irmã são fãs do chá verde. Eu não consigo tomar, porque acho muito amargo. Mas elas dizem que o esforço vale a pena, já que tantos benefícios são atribuídos a esse chá.

Ele é feito com as folhas da Camellia sinensis, e ajuda na perda de peso, diminui as taxas de colesterol, controla a pressão arterial, ativa o sistema imunológico, diminui o risco de artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas, e tem ação cicatrizante se for usado topicamente. Estudos recentes associam o consumo do chá ao menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Também pode ser usado em bochechos e gargarejos, prevenindo o aparecimento de cáries.

Segundo alguns nutricionistas, o segredo está na composição do chá, que apresenta altas concentrações de antioxidantes, estimulantes, minerais e teofilina, um vasodilatador potente. Sabe-se que o chá tem ação digestiva e diurética, e é por isso que é tão usado por pessoas que querem emagrecer. Diz-se que o chá também acelera o metabolismo.

Mas não se deve abusar da bebida, já que o chá é rico em cafeína e pode acabar levando a uma gastrite. O ideal é tomar pequenas doses ao longo do dia, e não um litro pela manhã ou à noite, como muitas pessoas fazem.

Fonte: Terra Vida e Saúde

Imagem: www.boasaude.uol.com.br
O dia 24/03 foi escolhido, em 1982, pela OMS e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares como o “Dia Mundial de Combate à Tuberculose”. A data é uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença por Robert Koch, em 24 de março de 1882.Na época, a tuberculose matava grande parte da população mundial, e a descoberta do bacilo foi muito importante para o controle da doença. Hoje, a tuberculose mata mais que qualquer outra infecção curável. Diariamente, mais de 20 mil pessoas adoecem e 5 mil morrem vitimadas pelo mal. Os países em desenvolvimento registram 95% dos casos e 98% das mortes pela doença. Atualmente, segundo a OMS, um terço da população mundial está infectada com o bacilo de Koch sem, contudo, desenvolver a doença.

No Brasil o problema é muito sério. O país é o 16º (de 22) com maior número de casos. A taxa de cura (77%) é considerada baixa, se compararmos com a Índia (85%), o Congo (85%) e a China (94%). Por isso, desde 2003, o governo tornou o enfrentamento à tuberculose uma das prioridades do Ministério da Saúde.

As lesões podem aparecer em qualquer parte do organismo humano, mas a mais frequente é a tuberculose pulmonar. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa e não por insetos, utensílios, transfusão de sangue ou água. Quando um paciente infectado tosse, espirra ou mesmo fala, os bacilos são lançados no ar, onde permanecem em suspensão, podendo atingir outras pessoas ao entrar nos pulmões pela respiração. Cada paciente pulmonar, se não tratado, pode infectar em média dez a 15 pessoas por ano.Quando o tratamento é realizado adequadamente, a taxa de cura beira os 95%. Porém, um dos principais problemas que enfrentamos é o abandono do tratamento, que é muito longo - 6 meses. Assim que o paciente começa a melhorar, pára de procurar o posto de saúde para retirar o remédio, e acaba ficando doente de novo, desta vez com o bacilo mais resistente. A doença também manifesta-se de maneira oportunista em 15% dos portadores do HIV.
Fonte: Uol
Denise

Dengue no Rio

 

Imagem: http://www.metropolionline.com.br/

 

Em postagens anteriores, já falei sobre a dengue (veja aqui e aqui). Agora, as últimas notícias falam na epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Já são 47 mortes por dengue no Estado. Por isso, acho que vale a pena retomar o assunto, rever os sintomas e como prevenir.

A doença é transmitida pelo Aedes aegypti. No verão, aumenta a proliferação desse mosquito, porque aumenta o número de objetos que acumulam água da chuva, como garrafas, pneus, vasos, latas. Esses lugares são chamados de criadouros. Então, a prevenção está nas mãos da própria população: vasculhe o seu terreno e elimine os possíveis criadouros. Lembre-se também que caixas d’água destampadas também são um convite aos mosquitos. Informe seus vizinhos, para que também procurem em seus terrenos e casas. Outra dica é usar um bom repelente.

A doença se manifesta de 3 a 15 dias após a picada. Na dengue clássica, a pessoa apresenta febre alta, dor de cabeça e no fundo dos olhos, dor muscular, náuseas, cansaço, e podem aparecer manchas na pele. A pessoa pode apresentar sangramentos em locais como a gengiva e o nariz. Na dengue hemorrágica, a pessoa apresenta os mesmos sintomas, mas com maior intensidade. É peciso estar atento, porque há risco de morte.

Não há tratamento específico para a dengue, porém os pacientes recebem medicação para aliviar os sintomas. É importante procurar o hospital porque nem todos os remédios podem ser tomados - os que contém ácido acetilsalicílico podem causar hemorragias. Só o médico pode determinar que remédio o paciente deve tomar.

A dengue não é fatal se o paciente tiver o tratamento adequado a tempo. Por isso, se você suspeitar da doença, procure logo um médico, e não faça automedicação.

Denise

A nova arca de Noé

 

Fonte: Asabrasil.org.br

  

Diz a lenda que Noé salvou um casal de cada espécie animal quando um dilúvio tomou conta do nosso planeta. Tudo foi destruído, menos aquilo que ele colocou dentro de sua Arca. Pois parece que essa história serviu de inspiração para a Global Crop Diversity Trust.

A empresa está montando um projeto gigantesco de armazenamento de sementes no arquipélago norueguês de Svalbard, no Círculo Ártico. Se ocorrer uma hecatombe nuclear que destrua a vida no planeta, ou se o aquecimento global acabar matando boa parte da nossa biodiversidade, ainda assim as pessoas que sobreviverem poderão recomeçar. Isso porque o armazém gigante pretende preservar sementes de todos os tipos de culturas agrícolas. Se tudo o mais der errado e faltar comida no mundo, os humanos remanescentes poderão reiniciar suas plantações (ainda resta saber se nesse cenário de destruição será possível chegar no pólo Norte, descongelar as sementes e voltar para terrenos cultiváveis).

É claro que não é só devido à essas possíveis tragédias que o projeto existe. No mundo, e até no nosso País, é muito frequente a existência de bancos de sementes. A empresa espera fazer uma espécie de backup desses bancos, porque se um banco perder uma de suas amostras (o que acontece com freqüência), essa planta não terá se perdido completamente, porque existirá uma cópia em Svalbard.

O projeto deve começar a funcionar esse ano, e a expectativa é que em 3 anos possua mais de 1,5 milhão de amostras do mundo todo. Inicialmente o banco centrará os esforços em sementes que são importantes para a produção alimentícia e para a agricultura sustentável, mas por ter capacidade para abrigar até 4,5 milhões de amostras, eventualmente poderão ser armazenadas sementes de qualquer variedade existente.

A idéia de usar o arquipélago gelado para preservar as sementes do mundo tem uma explicação social e outra climática. Por ser um lugar remoto, em um país pacífico, afastam-se as chances de um bombardeio ou algo do gênero. Além disso o local está numa área onde não ocorrem terremotos e furacões, e, acima de tudo, é realmente frio. Em Svalbard, mesmo se faltar energia, o permafrost (solo congelado) manterá a temperatura em no máximo -3,5C, suficiente para preservar as sementes por meses.

Fonte: Folha de São Paulo, caderno Ciência, 24/11/2007

Denise

Adoçante pode ser vilão da dieta

Fonte: www.conteaqui.com.br

A ingestão de sacarina, um tipo de adoçante usado principalmente em refrigerantes diet, pode provocar aumento de peso maior que a ingestão de açúcar. É o que sugere um estudo realizado em ratos por pesquisadores da Purdue University, Indiana. O estudo foi publicado na revista científica “Behavioral Neuroscience”.

Segundo os autores do estudo, o sabor doce da sacarina estimula o sistema digestivo, que se prepara para a ingestão de uma grande quantidade de calorias. Se essas calorias não são ingeridas, o organismo se desregula e, como resultado, pede mais comida ou queima menos calorias, provocando o aumento de peso. A pesquisa gerou grande polêmica.

Os cientistas acompanharam a alimentação de 17 ratos. Nove receberam iogurte adoçado com sacarina e oito com açúcar. Depois do iogurte, os animais receberam a dieta normal. Cinco semanas depois, os ratos que consumiram a sacarina ganharam 88 gramas, e os que ingeriram glicose tiveram um aumento de peso de 72 gramas - uma diferença de mais de 20%. Os ratos que tomaram o iogurte com a sacarina consumiram mais calorias e tiveram aumento de 5% na taxa de gordura do corpo, de acordo com o estudo.

Assim, os resultados sugerem que consumir alimentos adoçados com sacarina pode levar a um aumento de peso e da taxa de gordura maior do que o consumo de açúcares calóricos. Susan Swithers, uma das autoras da pesquisa, explica que as experiências em laboratório indicam ainda que outros adoçantes artificiais, como o aspartame e o acessulfame K, que oferecem o gosto doce, podem ter o mesmo efeito da sacarina.

Fonte: UOL

Denise

Ainda sobre as células-tronco

revista rimed

Mayana Zatz é uma grande cientista, e confesso, a motivadora para que me tornasse bióloga. Numa rápida conversa em 1998, quando eu ainda estava no cursinho, ela me mostrou o quão bonita era a profissão. Respeito muito seu trabalho, seu conhecimento, e obviamente, suas opiniões, e até por isso seu blog está aí ao lado, na lista de Links que eu indico.

Pois no site da Veja.com, na sexta-feira (23/11), a geneticista deu sua opinião sobre a pesquisa recente envolvendo células da pele. Em linhas gerais, a pesquisadora diz que essas células transformadas não substituem as células-tronco embrionárias.

Para ler na íntegra, clique aqui.

Denise

Sobre as células-tronco

 

cienciaviva.org

Dois grupos de pesquisa, um do Japão (Takahashi et al.) e um dos Estados Unidos (Yu et al.), conseguiram fazer com que células da pele de seres humanos regredissem no seu estágio de maturação e passassem a funcionar como células-tronco embrionárias. Os trabalhos foram publicados nas revistas Cell e Science. Assim, elas puderam se diferenciar novamente em outros tipos celulares. E qual a vantagem dessa nova técnica? É possível que, no futuro, essas novas células-tronco possam substituir as embrionárias, que geram tanta polêmica em todo o mundo.  

Hoje, as células-tronco emrionárias são as mais utilizadas, porque podem se diferenciar em qualquer tipo de célula do organismo, e assim possuem um alto potencial terapêutico. Hoje já existem várias pesquisas com doenças degenerativas, como o diabetes tipo 1, esclerose múltipla e mal de Parkinson. Mas sua obtenção depende de embriões que não foram utilizados, e por isso gera muita resistência, tanto da comunidade científica quanto de grupos religiosos.

Esses cientistas utilizaram células da pele e as “reprogramaram”, fazendo com que elas se tornassem células-tronco semelhantes às embrionárias. Assim, elas passaram a funcionar de forma semelhante, e chegaram a se diferenciar em células cardíacas e neuronais. Isso já tinha sido conseguido com células de camundongo, pela equipe japonesa, no ano passado, e desde então, cientistas do mundo todo tentaram repetir os resultados em humanos, porém sem sucesso. 

E como foi que eles conseguiram? Quando um organismo está se desenvolvendo, existem quatro genes específicos ativos, fazendo com que as células embrionárias se diferenciem nos diferentes tipos celulares que formam nosso corpo. Quando finalmente elas atingem esse objetivo, esses genes são desativados. Assim, os cientistas introduziram esses genes em células da pele, utilizando retrovírus. Os dois grupos usaram grupos de genes diferentes, o que torna o resultado mais interessante.

Para entender um pouco mais, você pode ver esse post aqui.

Takahashi et al., Induction of Pluripotent Stem Cells from Adult Human Fibroblasts by Defined Factors. Cell (2007).

Yu et al., Induced Pluripotent Stem Cells Lines Derived from Human Somatic Cells. Science (2007).

Denise

Regeneração da Mata Atlântica

Fonte: midia.brasilviagem.com

A Mata Atlântica vem sendo devastada desde o descobrimento do Brasil, há mais de 500 anos. Infelizmente, 92% da floresta já sumiu; porém, parece que, enfim, a tão devastada Mata está conseguindo se regenerar.  

Caso você não saiba, a Mata Atlântica é um hotspot. Isso significa que é um local com espécies que só existem lá e que está muito ameaçada, com menos de 25% da cobertura original inteira. Ou seja, é uma área com prioridade de preservação, já que o planeta pode perder um monte de biodiversidade com sua destruição. Atualmente existem 25 hotspots no mundo, e de todos eles, a Mata Atlântica parece ser a primeira a dar sinais de reação. E que sinais são esses? 

Primeiro, parece que a devastação diminuiu. Fotos aéreas e de satélite mostram que o ritmo da derrubada caiu para um nível aceitável. Segundo, parece que a sociedade civil se organizou e está prestando mais atenção à Floresta. Hoje existem aproximadamente 170 ONGs atuando na região, com destaque para a SOS Mata Atlântica e a Associação Mico-Leão-Dourado. Além disso, as novas políticas públicas têm sido acertadas. Um exemplo importante e inteligente é o projeto federal de criar corredores ecológicos: regiões reflorestadas ligando um pedaço a outro da Mata. Esses corredores permitem a passagem de animais e evitam que eles fiquem ilhados entre os locais devastados, condenados a cruzar apenas com parentes próximos e a gerar descendentes geneticamente frágeis. O reflorestamento dos corredores pode servir de exemplo para que outras regiões degradadas sejam recuperadas.

Uma das lições brasileiras é a idéia de envolver a população local nos projetos. Muitas ONGs em outros países botam dinheiro nos projetos ambientais e acabam atraindo gente para o local. O resultado disso é o aumento da migração e, conseqüentemente, a pressão ambiental. Ou seja, os projetos ambientais, no final, acabam promovendo a derrubada de florestas.

Só como curiosidade, vou listar os 25 hotspots (você pode ver um mapa clicando aqui): Mata Atlântica, Sundaland (Indonésia), Mediterrâneo, Madagáscar e Ilhas do Índico, Indo-Birmânia, Caribe, Andes Tropicais, Filipinas, Província Florística do Cabo (África do Sul), Mesoamérica, Cerrado Brasileiro, Sudoeste da Austrália, Montanhas do Centro-Sul da China, Polinésia e Micronésia, Nova Caledônia, Chocó-Darién e Equador Ocidental, Florestas da Guiné e África Ocidental, Ghats Ocidentais (Índia) e Sri Lanka, Província Florística da Califórnia, Karoo (África do Sul), Nova Zelândia, Chile Central, Cáucaso, Wallacea (Indonésia), Montanhas do Arco Oriental e Florestas Costeiras (Tanzânia).

 

Fonte: Sercomtelcelular.com.br

  

Hoje em dia, quase todo mundo tem celular. Esses aparelhinhos servem não apenas para falar, mas também para enviar mensagens, tirar fotos, jogar e ouvir músicas - em alguns países eles vem com GPS e podem ser usados para ler e-books ou usar remotamente um computador qualquer.

O que você faz quando seu celular estraga? Às vezes, sai mais barato comprar outro que consertar o velho. E o que acontece com o aparelho antigo? A maioria das pessoas simplesmente joga fora. No Brasil, só de baterias para celular, pelo menos 11 toneladas são jogadas no lixo comum.

Apenas 1% das baterias vai pra reciclagem, já que existem pouquíssimos postos de coleta. O problema de ir parar no lixo comum é a contaminação por metais pesados. Quando em contato com o solo, essas baterias poluem os lençóis freáticos, cuja água contaminada pode ser usada na irrigação de lavouras e, assim, ser ingerida por quem come os vegetais.

A composição química das baterias varia muito. A mais nociva é a feita de niquel e cádmio (Ni-Cd), pois são metais tóxicos, que têm efeito cumulativo e podem provocar câncer. Por isso, a produção e comercialização dessas baterias foram restringidas. Agora, a maior parte das baterias de celular não é tóxica - como as feitas de lítio.

Quando recicladas, as baterias Ni-Cd são trituradas e aquecidas em forno a 900ºC. O cádmio é recuperado na forma de vapor e aproveitado na confecção de novas baterias de celular. Já o níquel é usado na produção de aço inoxidável.

Você pode encontrar mais informações nesse site, que eu achei muito legal: Educacional

 

Estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society alerta: as temperaturas globais previstas para os próximos séculos podem desencadear uma extinção em massa. O estudo mostra que as temperaturas atuais estariam dentro da mesma faixa das registradas em outras fases quentes da história do planeta, e nesses períodos até 95% das plantas e animais teriam morrido. 

Os cientistas analisaram a relação entre clima e espécies ao longo de 520 milhões de anos, e descobriram que houve uma maior biodiversidade durante os períodos mais frios do planeta. A pesquisa fornece a primeira clara evidência de que o clima global pode explicar variações dos registros fósseis de maneira simples e consistente. Os estudiosos concluíram que quatro dos cinco episódios de extinção em massa ocorreram em fases quentes da Terra, em que o calor e a umidade eram predominantes. Em um desses episódios, ocorrido há 251 milhões de anos, foi verificada a extinção de 95% das espécies.

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