Archive for the 'Ambiente' Category

Denise

O Brasil está com Dengue!

 

Imagem : Plenarinho da Camara dos Deputados

 Saiu hoje na Folha de São Paulo: Segundo o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nosso País vive epidemia de dengue. O número de casos só nesse ano cresceu 49,77% em relação a mesmo período de 2006. Já foram registradas 121 mortes, a maioria no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Maranhão. No ano passado foram 77 mortes. O aumento é preocupante, uma vez que foi registrado antes da chegada do verão, período em que a doença costuma recrudescer.

Para o ministro, “essa epidemia é preocupante por vários motivos, principalmente pelas características do vírus -que tem quatro sorotipos, dos quais três já circulam no país- e pelas características do mosquito, que se adaptou inclusive a áreas em que se imaginava que não haveria adaptação, como a região serrana do Rio do Janeiro e o Sul do país”, afirmou. ”Estou mais preocupado com o número de mortes. Significa que mais de 10% das pessoas que tiveram a forma hemorrágica morreram. Isso é muito alto.”

Durante o lançamento da nova edição da campanha nacional de mobilização contra a dengue, ontem, em Belo Horizonte, o ministro disse que o Brasil vai conviver com a doença por ao menos mais dez anos. “Não vamos nos iludir, vamos conviver com essa doença por muitos e muitos anos”.

A dengue - virose que provoca febres, dores musculares e hemorragias generalizadas podendo ser fatal - não tem vacina e o seu transmissor é o mosquito Aedes aegypti, que havia sido erradicado em vários países do continente americano nas décadas de 50 e 60, retornou na década de 70 por falhas na vigilância epidemiológica e pelas mudanças sociais e ambientais propiciadas pela urbanização acelerada do período. As dificuldades de erradicar um mosquito hospedado nos domicílios, que se multiplica nos vários recipientes que podem armazenar águas de chuvas, produzidos nos lixos das cidades (garrafas, latas, pneus), têm exigido um esforço substancial do setor saúde.

E o que você pode fazer?

- Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Na hora de lavar o recipiente, passe um pano grosso ou bucha nas bordas. Substitua a água dos vasos de plantas por areia grossa umedecida.

- Alguns materiais, como copos de plástico, latas e tampas de garrafa, podem acumular água. Jogue tudo no lixo!

- Um dos lugares preferidos do mosquito são os pneus velhos. Por isso, eles devem ser guardados em lugares cobertos. Se preocupe também com caixas d´água, poços, latões e filtros, que devem ficar bem fechados, e calhas, lajes e piscinas, que devem estar sempre limpas!

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/lanternaverde/amazonia_devastada.jpg

 

Deu hoje, no Jornal Nacional: Os ambientalistas do Greenpeace sobrevoaram a Amazônia e divulgaram um levantamento apontando que 90% do desmatamento na nossa floresta é ilegal. 

A ONG analisou os dados de seis dos nove Estados que compõe a Amazônia: Amapá, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Acre e Roraima . As informações do Ibama e das secretarias estaduais do Meio Ambiente dos Estados envolvidos mostram que a área da floresta permitida para desmatamento em 2006 era de 936 km quadrados. O Ministério do Meio Ambiente estima, no entanto, que 9,6 mil km quadrados foram desmatados entre agosto de 2006 a julho deste ano.

Denise

DDT - Diclorodifeniltricloretano

http://graphics8.nytimes.com/images/2004/04/08/magazine/11ddt.1.583.jpg

                                                     Foto: The New York Times

Ufa! O que será que esse palavrão significa ?

O DDT é um inseticida organoclorado que é biodegradado lentamente: por isso, apresenta efeito cumulativo nos ecossistemas. Foi sintetizado por um estudante alemão, em 1874, e foi muito usado na Segunda Guerra Mundial para proteger os soldados contra insetos. A partir daí, tornou-se um inseticida popular.

Em 1948, Paul Müller, que “re-descobriu” o DDT, ganhou o Nobel de Medicina, já que seu produto era capaz de eliminar o mosquito Anopheles, transmissor do parasita da malária. Mas a boa reputação do inseticida durou pouco. Em 1962, Rachel Carson publicou seu livro Silent Spring, que mostrava que o DDT estava contribuindo para a extinção de algumas espécies, como o falcão peregrino e a águia careca.

Esse inseticida possui grande afinidade pelo tecido gorduroso dos animais. A pulverização dessa substância numa lavoura faz com que cada inseto acumule nos seus tecidos uma taxa de DDT maior do que a que existia no corpo de cada vegetal do qual ele se alimentou. Um sapo, por exemplo, ao comer alguns desses insetos, terá uma concentração maior do inseticida que havia no corpo de cada inseto. Uma cobra, ao comer alguns insetos, terá nos seus tecidos uma concentração de DDT maior do que havia em cada sapo. A figura abaixo ilustra uma situação parecida. Os números são os valores de concentração nos tecidos, em partes por milhão:

 

Concentração de DDT nos níveis tróficos

 

Com isso, temos um acúmulo indesejável de DDT nos gaviões, comedores de cobras, que atuam como consumidores do último nível trófico. Compromete-se, entre outras coisas, a reprodução dos gaviões, já que a substância interfere no metabolismo do cálcio, levando à produção de ovos de casca frágil. Esse fato coloca em risco de extinção muitas espécies de aves em cujos tecidos há quantidades intoleráveis de DDT. Ovos de casca frágil não podem ser chocados, o que acarreta a morte dos embriões e consequentemente afeta o tamanho da população. Veja a foto dos ovos aqui.

E no ser humano? Por ser absorvido pela pele ou nos alimentos, o acúmulo de DDT no organismo humano está relacionado a doenças de fígado, como a cirrose, e ao câncer. O uso indiscriminado e descontrolado do inseticida fez com que o leite humano, em algumas regiões dos EUA, apresentasse mais inseticida que o permitido por lei no leite de vaca. O DDT também se acumula na tireóide e nos rins.

No Brasil, o DDT não pode ser usado em lavouras desde 1985. Outros países baniram o produto antes: a Suíça desde 1939, e os EUA desde 1972.

Fontes:AmbienteBrasil, Science Clarified, The New York Times.

Campanha da WWF

Estou um pouco sem tempo, mas não podia deixar de colocar essa imagem maravilhosa da campanha da WWF

 

Denise

Mudanças Climáticas no Brasil

Volta pelo Clima no Rio de Janeiro

Foto:© Greenpeace / Gilvan Barreto 

Não é estranho, estarmos em pleno inverno usando camiseta e com um sol de rachar? É inverno ou verão? E tem gente achando o máximo, porque nem curte um friozinho … Mas não se engane: esse é um dos efeitos do Aquecimento Global.

As mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento do planeta causaram danos em várias regiões do Brasil e podem atingir níveis catastróficos, segundo o Greenpeace. Numa tentativa de conscientização da população sobre as conseqüências de mudança climática, a ONG lançou a campanha “Mudanças do clima, mudanças de vidas“, com a finalidade de informar sobre a necessidade de preservar o planeta. Muito leve e divertida, tem dicas do que fazer na sua casa, no seu trabalho, na sua escola, além de um blog divertido e bem escrito.

A campanha inclui também um filme de 50 minutos e um relatório com testemunhos de pessoas atingidas pelas mudanças climáticas em diferentes partes do Brasil, assim como opiniões de cientistas sobre os prejuízos ambientais, econômicos e os problemas de saúde provocados pela destruição das áreas verdes.

Entre as conseqüências mais visíveis da mudança de clima apontadas pelo Greenpeace estão a seca dos rios Iguaçu e Paraná, que em Julho do ano passado reduziu o volume de água das Cataratas do Iguaçu a apenas 10% da quantidade normal. A grave seca que atingiu a região amazônica em 2005, localidade que tem 20% das reservas de água doce do planeta, e os incomuns tornados que em 2005 causaram grandes danos em Santa Catarina também são conseqüências dessas mudanças. Segundo a ONG, as secas também destruíram colheitas em diferentes partes do país e arruinaram milhares de agricultores.
O Greenpeace também apresenta as ações que Governos, indústrias e cidadãos podem fazer para evitar que as mudanças climáticas se transformem em uma catástrofe ambiental.

Para divulgar a campanha, a organização tem feito anúncios nas rádios e em sites de movimento, e convidado internautas para serem ciberativistas. Além disso, uma Volta pelo Clima no Parque do Ibirapuera (25 de Junho) e uma em Ipanema (02 de Julho) foram bastante movimentadas.

Acesse o site e mude o clima você também!

Denise

Biopirataria

 

Frutas Brasileiras

 

 Você se lembra daquele caso em 2003, quando a empresa japonesa Asahi Foods registrou a marca “cupuaçu” e acabou bloqueando as vendas de produtos brasileiros feitos com essa fruta no mercado americano, japonês e na Europa? Pois é. A história teve final feliz: uma ação judicial no Japão movida por ONGs terminou em vitória para o Brasil, com a revogação do registro. Mas ficou a lição: era preciso prevenir outros ataques do gênero.

Isso acontece porque não existe legislação internacional para evitar esse tipo de usurpação. Por isso, o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual criou uma lista de três mil nomes de plantas tradicionais do nosso país, como o açai, cupuaçu, umbu, siriguela, cajá, acerola, quiabo e pinhão, para ser enviada a escritórios de patentes de vários países. O objetivo é evitar um novo problema como o da Asahi Foods: quando a marca for requerida, os escritórios poderão saber com antecedência se há apropriação de espécies tradicionais brasileiras.

Resta saber se eles vão consultar a lista antes de fazer o registro… :)

Visite também o site biopirataria e o Link relacionado a este post!

Denise

Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Fonte: brasilcultura.com.br

  

Hoje, 5 de Junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Com as informações alarmantes dos últimos tempos, a preservação da natureza passou a ser uma preocupação de todos, não apenas dos ambientalistas. Os problemas que hoje já atingem o nosso planeta, como a poluição das águas, a falta de verde nas cidades, o problema do lixo e o aquecimento global, são causados pela atividade humana.
Uma pesquisa da Universidade de Oxford aponta os brasileiros como o terceiro povo cuja preocupação com as mudanças climáticas mais aumentou, passando de 7% no passado para 24% hoje. Também, nós sentimos na pele o efeito do aquecimento global no último verão!
Mas infelizmente ainda nos deparamos com pessoas que, no dia-a-dia, têm hábitos que prejudicam o ambiente, como por exemplo o desperdício de água e energia, ou jogar papel no chão (isso em São Paulo é mais comum que jogar o lixo no lixo!).
O Brasil precisa caminhar muuuito ainda para ser um país que não só tem preocupação com o meio ambiente, mas que faz alguma coisa para protegê-lo. Temos que sair do blá-blá-blá e partir para a ação!

Você pode mudar pequenos hábitos e se tornar ecologicamente correto:

1) Evite o desperdício de água: feche bem as torneiras depois de usá-las, conserte os vazamentos, não abra a torneira no máximo para lavar os pratos, não lave a calçada com a mangueira (se você mora em prédio, oriente o seu zelador). Algumas pessoas possuem cisternas, que armazenam a água da chuva, e usam essa água para lavar a casa. Não é inteligente?

2) Evite o desperdício de energia: Apague as luzes ao sair, não ligue a tevê, o som e o computador ao mesmo tempo (você não está prestando atenção em tudo, não é mesmo?), desligue os aparelhos eletrônicos depois de usá-los.

3) Incentive a reciclagem de material! Hoje em dia muitos prédios têm esse sistema, e o rendimento é muito bom… dá pra abater no condomínio. Se você mora em casa, separe o lixo e leve num supermercado que faça a coleta seletiva, ou entregue para um carroceiro.

4) Ande menos de carro e mais de bicicleta!

5) Plante uma árvore. Se não der, tenha uns vasinhos com flores em casa. Além de tornar o ambiente mais alegre e bonito, o ar agradece sua iniciativa.

6) NUNCA JOGUE LIXO NO CHÃO! Além de emporcalhar a cidade, aquele papelzinho de bala vai encontrar outros, entupir um bueiro e quando chover… enchente! Não custa nada carregar um pouquinho até achar uma lixeira…

Denise

Bactérias da Mata Atlântica

 

Foto: http://www.sosmatatlantica.org.br/

Cientistas brasileiros e americanos estimam que a Mata Atlântica pode conter até 13 milhões de espécies de bactérias que ainda não foram identificadas. Você pode ler esse trabalho aqui. E daí? Daí que além dessas bactérias serem importantes para a manutenção do equilíbrio do ecossistema, elas podem também ser fonte de compostos úteis e ainda desconhecidos para a indústria farmacêutica e a agricultura.
O estudo da filosfera, que corresponde à superfície das folhas, ainda é pouco explorado pela ciência, mas sabe-se que várias espécies de animais, como bactérias e invertebrados, vivem por ali. Para este trabalho foram coletadas mais ou menos 30 folhas de diferentes espécies de árvores da floresta. No laboratório, elas foram processadas e lavadas com uma solução para a remoção dos micróbios da sua superfície, e seus DNA foram analisados. Os pequisadores queriam avaliar o quão semelhantes são, entre si, as comunidades habitantes da filosfera de diferentes espécies de árvores. Durante as pesquisas, os pesquisadores encontraram uma incrível diversidade de microrganismos vivendo na superfície das folhas dessas árvores.
O resultado foi interessante. Árvores de uma mesma espécie apresentam uma variação nas comunidades bacterianas vivendo em suas folhas, mas a variação encontrada entre árvores de diferentes espécies foi muito maior. Eles estimam que cada árvore pode apresentar entre 95 e 671 espécies diferentes. Se o valor for extrapolado de modo a incluir todas as espécies da Mata Atlântica, o total de espécies de bactérias pode alcançar o incrível número de 13 milhões. Agora é preciso identificar as bactérias e estudar qual o papel delas nesse ecossistema.

 

Bacterial Diversity in Tree Canopies of the Atlantic Forest
M. R. Lambais, D. E. Crowley, J. C. Cury, R. C. Büll, and R. R. Rodrigues
Science 30 June 2006: 1917.
The leaves of Brazilian coastal forest trees can harbor hundreds of bacterial species, most of them newly described, with a different subset on each species of tree.

Denise Amazonas

Continuação do post anterior

Antes de mais nada, vamos esclarecer: sou contra todo e qualquer ato violento. Apenas quis mostrar que, atualmente, para defendermos questões ambientais, é preciso lançar mão de atos “radicais” para sermos ouvidos, para chamar a atenção não apenas dos governantes, mas principalmente da população. 

Os problemas que temos hoje nos afetam diretamente (alterações climáticas, poluição, doenças emergentes),e afetarão mais ainda as futuras gerações. É preciso que medidas radicais sejam tomadas agora. Eu digo radicais porque o momento do “desenvolvimento sustentável” já passou, já estamos além da fronteira da invasão e ocupação da Natureza. E a resposta será dura, se não pararmos já de maltratá-la.

E para completar o post anterior, li hoje essa notícia no Terra: Membros da ong Anima Mundo fizeram um protesto contra o consumo de carne durante a Feira Internacional de Agronegócios no Rio Grande do Sul: os manifestantes se embalaram como pedaços de carne no supermercado.
Vejam a foto, da agência EFE.

Denise Amazonas

Um outro tipo de terrorismo

Nos últimos anos, o número de grupos que utilizam protestos violentos (como colocar bombas em redes de fast food e incendiar laboratórios) em defesa de causas ecológicas tem aumentado. Só no Reino Unido são mais de 3 mil organizações, das quais a principal é a ALF (Animal Liberation Front). O medo fez com que o comércio de peles diminuísse e a utilização de animais em experimentos conduzidos por universidades é extremamente criterioso. Nos EUA, o efeito desse chamado “terrorismo” foi fazer com que o Congresso estudasse novas leis para enquadras esses crimes como delitos federais.
O primeiro ataque da ALF foi em 1973, e desde então contabilizam mais de mil ações. Utiliza figuras muito interessantes (homens com capuz carregando bichinhos) e tem posições bastante definidas e radicais, como a campanha “Comer carne é um assassinato”. Nem preciso dizer que os membros dessa organização são vegetarianos…
Um outro grupo importante é o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), do qual faz parte a vocalista da banda The Pretenders, Chrissie Hynde. A atual campanha, “Ajude a China a acabar com a morte de cachorros” diz respeito à campanha contra a raiva nesse país. O governo chinês decidiu recolher os cachorros nas ruas e matar, simplesmente assim. Em 2003, a organização fez uma campanha polêmica nos EUA: “Holocausto no seu prato”, com cartazes de animais destroçados como se estivessem em campos de concentração.
Uma terceira organização é a ELF (Earth Liberation Front), que defende a fauna e flora. O FBI classicou essa organização como um dos maiores grupos terroristas do país, já que o objetivo é causar danos materiais aos que promovem a destruição do meio ambiente. Eles tem até uma cartilha de “o que fazer se um agente do FBI bater na sua porta” (!!!). O Greenpeace também está na mira do FBI, devido a invasão de usinas nucleares, navios em alto-mar e suas campanhas radicais.
A discussão, quem é e quem não é terrorista, vai longe. O importante é olhar essas organizações com outros olhos. Estamos num momento muito delicado da nossa vida como humanos. É preciso que olhemos ao redor e percebamos que, em alguns anos, tudo vai mudar, e é possível que nossa vida não seja mais possível quando percebermos isso. A violência e radicalismo dessas organizações são uma forma de serem notadas, e certamente não têm a intenção de causar medo, e sim fazer com que as pessoas raciocinem o porquê das ações.
Muitas pessoas estão felizes com os dias de “verão” em pleno inverno aqui no Brasil, mas na verdade isso é motivo de preocupação: estamos tendo dias quentes no inverno, imagina no verão? Essa alteração climática é motivada por um aumento de quase um grau centígrado na temperatura do planeta, e isso é culpa nossa.
Precisamos nos conscientizar, e fazer alguma coisa pra mudar.

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