Archive for the 'Saúde' Category

Denise

Dia de Mobilização contra a Dengue

 

mosquito da dengue

 Hoje (24/11) é o Dia D de Mobilização Nacional de Combate à Dengue, e vários estados fizeram programações diferentes para alertar a população. Se você ainda não leu sobre a dengue no Brasil, clique aqui 

No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu as ações.

Em Belo Horizonte, um grupo de atores-mirins apresentou a peça de teatro “Em busca da água parada e do lixo”. O objetivo foi alertar a população sobre as ações para manter o mosquito da dengue longe de casa. Também aconteceu uma caminhada com os moradores e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde. Ao longo do percurso, foram distribuídos saquinhos de areia e folhetos com dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Em Santa Catarina, as ações se concentraram no interior, com distribuição de panfletos em Joaçaba e Criciúma. Os técnicos  também distribuíram calendários com dicas para a população em cada mês do ano.

Denise

O Brasil está com Dengue!

 

Imagem : Plenarinho da Camara dos Deputados

 Saiu hoje na Folha de São Paulo: Segundo o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nosso País vive epidemia de dengue. O número de casos só nesse ano cresceu 49,77% em relação a mesmo período de 2006. Já foram registradas 121 mortes, a maioria no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Maranhão. No ano passado foram 77 mortes. O aumento é preocupante, uma vez que foi registrado antes da chegada do verão, período em que a doença costuma recrudescer.

Para o ministro, “essa epidemia é preocupante por vários motivos, principalmente pelas características do vírus -que tem quatro sorotipos, dos quais três já circulam no país- e pelas características do mosquito, que se adaptou inclusive a áreas em que se imaginava que não haveria adaptação, como a região serrana do Rio do Janeiro e o Sul do país”, afirmou. ”Estou mais preocupado com o número de mortes. Significa que mais de 10% das pessoas que tiveram a forma hemorrágica morreram. Isso é muito alto.”

Durante o lançamento da nova edição da campanha nacional de mobilização contra a dengue, ontem, em Belo Horizonte, o ministro disse que o Brasil vai conviver com a doença por ao menos mais dez anos. “Não vamos nos iludir, vamos conviver com essa doença por muitos e muitos anos”.

A dengue - virose que provoca febres, dores musculares e hemorragias generalizadas podendo ser fatal - não tem vacina e o seu transmissor é o mosquito Aedes aegypti, que havia sido erradicado em vários países do continente americano nas décadas de 50 e 60, retornou na década de 70 por falhas na vigilância epidemiológica e pelas mudanças sociais e ambientais propiciadas pela urbanização acelerada do período. As dificuldades de erradicar um mosquito hospedado nos domicílios, que se multiplica nos vários recipientes que podem armazenar águas de chuvas, produzidos nos lixos das cidades (garrafas, latas, pneus), têm exigido um esforço substancial do setor saúde.

E o que você pode fazer?

- Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Na hora de lavar o recipiente, passe um pano grosso ou bucha nas bordas. Substitua a água dos vasos de plantas por areia grossa umedecida.

- Alguns materiais, como copos de plástico, latas e tampas de garrafa, podem acumular água. Jogue tudo no lixo!

- Um dos lugares preferidos do mosquito são os pneus velhos. Por isso, eles devem ser guardados em lugares cobertos. Se preocupe também com caixas d´água, poços, latões e filtros, que devem ficar bem fechados, e calhas, lajes e piscinas, que devem estar sempre limpas!

Denise

DDT - Diclorodifeniltricloretano

http://graphics8.nytimes.com/images/2004/04/08/magazine/11ddt.1.583.jpg

                                                     Foto: The New York Times

Ufa! O que será que esse palavrão significa ?

O DDT é um inseticida organoclorado que é biodegradado lentamente: por isso, apresenta efeito cumulativo nos ecossistemas. Foi sintetizado por um estudante alemão, em 1874, e foi muito usado na Segunda Guerra Mundial para proteger os soldados contra insetos. A partir daí, tornou-se um inseticida popular.

Em 1948, Paul Müller, que “re-descobriu” o DDT, ganhou o Nobel de Medicina, já que seu produto era capaz de eliminar o mosquito Anopheles, transmissor do parasita da malária. Mas a boa reputação do inseticida durou pouco. Em 1962, Rachel Carson publicou seu livro Silent Spring, que mostrava que o DDT estava contribuindo para a extinção de algumas espécies, como o falcão peregrino e a águia careca.

Esse inseticida possui grande afinidade pelo tecido gorduroso dos animais. A pulverização dessa substância numa lavoura faz com que cada inseto acumule nos seus tecidos uma taxa de DDT maior do que a que existia no corpo de cada vegetal do qual ele se alimentou. Um sapo, por exemplo, ao comer alguns desses insetos, terá uma concentração maior do inseticida que havia no corpo de cada inseto. Uma cobra, ao comer alguns insetos, terá nos seus tecidos uma concentração de DDT maior do que havia em cada sapo. A figura abaixo ilustra uma situação parecida. Os números são os valores de concentração nos tecidos, em partes por milhão:

 

Concentração de DDT nos níveis tróficos

 

Com isso, temos um acúmulo indesejável de DDT nos gaviões, comedores de cobras, que atuam como consumidores do último nível trófico. Compromete-se, entre outras coisas, a reprodução dos gaviões, já que a substância interfere no metabolismo do cálcio, levando à produção de ovos de casca frágil. Esse fato coloca em risco de extinção muitas espécies de aves em cujos tecidos há quantidades intoleráveis de DDT. Ovos de casca frágil não podem ser chocados, o que acarreta a morte dos embriões e consequentemente afeta o tamanho da população. Veja a foto dos ovos aqui.

E no ser humano? Por ser absorvido pela pele ou nos alimentos, o acúmulo de DDT no organismo humano está relacionado a doenças de fígado, como a cirrose, e ao câncer. O uso indiscriminado e descontrolado do inseticida fez com que o leite humano, em algumas regiões dos EUA, apresentasse mais inseticida que o permitido por lei no leite de vaca. O DDT também se acumula na tireóide e nos rins.

No Brasil, o DDT não pode ser usado em lavouras desde 1985. Outros países baniram o produto antes: a Suíça desde 1939, e os EUA desde 1972.

Fontes:AmbienteBrasil, Science Clarified, The New York Times.

Denise

Colesterol

 

Fonte: www.novartis.com.br

 

Pra quem detesta agulha, essa é uma excelente notícia! 

Um novo método para medida do colesterol foi testado pelo grupo de D. Sprecher, da Cleveland Clinic. A técnica consite em aplicar o teste na pele do paciente, ao invés de usar o sangue. A pele da palma da mão do paciente é raspada levemente, recebe um corante e a mudança de cor é medida por um aparelhinho portátil. Quanto mais escura a cor, maior o risco de doenças coronárias. A técnica se baseia no fato de que as células da pele retêm informações das concentrações de colesterol durante algum tempo, permitindo uma avaliação da evolução do colesterol cumulativa nos últimos dias.

O controle do colesterol é necessário para diminuir os riscos de problemas cardiovasculares, como angina, infarto ou derrame. Quando a quantidade de colesterol é alta, ele costuma depositar-se em forma de placas de gordura nas paredes interiores das artérias, num processo conhecido como aterosclerose - um fator que pode levar ao infarto.

Para ajudar no controle do colesterol, você deve praticar uma atividade física, combater a obesidade e ter uma dieta pobre em gorduras saturadas. Além disso, você pode incluir no cardápio alimentos que são considerados armas naturais contra o bloqueio das artérias: alcachofra, alho, aveia, uva, vinho tinto (mas só uma taça por dia!), canela, soja e salmão.

Denise

S.O.S. Coração

 

www.prsc.mpf.gov.br

 

Dois trabalhos publicados na revista New England Journal of Medicine, um de P. Greenland e outro de U. Khot, mostraram que diabetes, hipertensão e tabagismo merecem atenção na prevenção de infartos.

P. Greenland e seus colaboradores avaliaram o risco em pessoas com doenças cardiovasculares graves. O estudo contou com mais de 386 mil pessoas, que foram seguidas por no mínimo 20 anos. Os fatores de risco estudados foram diabetes, colesterol total (acima de 240), hipertensão (acima de 14×9) e tabagismo. E a conclusão: a maioria dos pacientes que tiveram infarto (87-100%) apresentou pelo menos um dos fatores de risco estudados. O estudo de U. Khot, feito com mais de 122 mil pessoas, confirmou os resultados e chegou às mesmas conclusões.

Assim, os pesquisadores sugerem que todos os fatores de risco tenham de ser levados em conta na avaliação clínica do risco cardíaco individual. O cuidado com níveis elevados de colesterol, obesidade, hipertensão, fumo, e o controle rigoroso da diabetes, devem receber maior atenção.

Então, já sabe: se quiser viver mais e melhor, cuide-se!

Fonte: CartaCapital/Saúde, 2005

Denise

Dia de Vacinação!

Cartaz do MS

 Hoje é dia de vacina contra a poliomielite, para todas as crianças com até 5 anos de idade. O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das crianças em 80% dos municípios do País. Para isso, foram montados postos de vacinação nos locais mais diversos: até os shoppings centers e igrejas entraram na roda. Mas isso depende também da conscientização dos pais.

A vacina é importante para evitar que o seu filho tenha paralisia infantil, doença causada pelo poliovírus e transmitida pela água e alimentos contaminados e em lugares onde as condições de higiente e sanitárias são inadequadas. São apenas duas gotinhas: não dói nada, não paga nada. As crianças também receberão doses em atraso na caderneta de vacinação, como a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e meningite) e a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).

O último caso de poliomielite registrado no Brasil ocorreu em 1989, mas isso não significa que o poliovírus não está por aí… Esse dado só existe porque as campanhas de vacinação têm sido muito eficientes.

Denise

Malária na África

 

 

 A Organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia em seu site que os tratamentos adequados contra a malária continuam a faltar na África, continente onde a doença mata uma criança por minuto. A Organização afirma que suas equipes vêem os pacientes receberem medicamentos antigos, como a cloroquina, mesmo quatro anos depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter recomendado a adoção de uma terapia combinada baseada em outro remédio, a artemisina. Em muitos países, o parasita da malária criou resistência aos métodos convencionais. O problema é que a artemisina, mais eficaz, é 10 vezes mais cara.

Denise

Câncer de Mama

 

 

 No Brasil, os casos de morte por câncer de mama ocorrem com mais freqüência em mulheres com 40 - 69 anos, e geralmente a doença é descoberta em estágio avançado. A mamografia é o caminho usual para a identificação precoce do tumor, fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Mas em alguns casos, a imagem do exame não é definitiva, e o médico sugere que a paciente seja submetida a uma biópsia, com a retirada de um pequeno fragmento do tecido mamário para análise anátomopatológica. Porém, apenas uma em cada oito biópsias realizadas confirma as suspeitas de câncer, sendo que as demais têm resultado negativo. Além de serem um transtormo para as pacientes, essas biópsias representam gastos desnecessários para o sistema de saúde.

Pensando nisso, a UMC desenvolveu um novo sistema de processamento de imagens por computador, que melhora a qualidade e a sensibilidade do diagnóstico por meio da mamografia. Com o novo sistema é possível reduzir em 25% o número de biópsias benignas sem diminuir a detecção de casos malignos.

Denise

Medicina Oriental

Você sabia que comer aquela comidinha chinesa com pauzinhos pode causar artrose? É verdade. Pesquisadores americanos estudaram a radiografia de mais de dois mil chineses e observaram sinais da doença nas juntas das mãos que costumam segurar os palitinhos. Mas não é só porque a pessoa come com os palitinhos que ela vai ter artrose! A doença também tem um fator genético importante. 

Denise Amazonas

Bebês em Perigo

Um estudo do professor Chin Na Lin, da FMUSP, comprovou que, em São Paulo, a poluição do ar esta diretamente ligada à morte de bebês. Lin registrou o crescimento de 6,3% no número de mortes de recém-nascidos nos dias de pico de poluição, principalmente os mais frios.

O pesquisador analisou a relação entre a concentração de poluentes no ar e a morte de bebês entre um e 28 dias de vida na capital paulista. Segundo Lin, o estudo exigiu um trabalho estatístico complicado, pois foi necessário considerar fatores que influenciam na morte dos bebês, como os dias mais gelados, nos quais cresce a mortalidade infantil. Ao estimular problemas respiratórios, a poluição deixa os bebês mais vulneráveis a infecções respiratórias. No inverno, essa tendência cresce porque a poluição, devido à falta de chuva, que assenta os poluentes, também aumenta.

Infelizmente, sabemos que a grande poluidora da cidade de São Paulo é a sua frota: são mais de 6 milhões de veículos circulando na cidade, muitos deles completamente desregulados, sem catalisador, soltando uma fumaça preta.

Na semana passada, a Prefeitura fez mais um dia sem o carro, para incentivar o uso do transporte público, e até o prefeito foi trabalhar de ônibus. Mas tenho várias críticas a esse dia: primeiro, que um dia para 365 dias do ano não serve pra nada; segundo, que a falta de divulgação tornou o dia completamente inútil; terceiro, que com os ônibus do jeito que estão e com as mudanças nas rotas, ninguém gosta de andar de ônibus: prefere ir de carro. Por isso, ainda falta muito para que o paulistano aprenda a andar mais a pé e menos de carro…

LIN CA; PEREIRA LAA; NISHIOKA DC; CONCEIÇÃO GMS; BRAGA AL F; SALDIVA PHN. Air Pollution and Neonatal Deaths in Sao Paulo, Brazil. Brazilian Journal of Medical and Biological Research (2004) p. 765-770

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